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Quanto à morfologia do relevo de Frutal, pertence ao Planalto da Bacia Sedimentar do Paraná. Trata-se do prolongamento, em território mineiro, de uma unidade que ocupa grandes extensões nos Estados de São Paulo e Paraná, e corresponde às camadas e derrames de rochas vulcânicas, como o basalto, da referida Bacia.

Os solos característicos da região de Frutal são os Latossolos, que formam os grandes chapadões e que se apresentam, via de regra, na forma de terra “solta”. Predominam dois tipos de latossolos, o Latossolo Vermelho-Amarelo e o Latossolo Vermelho-Escuro. Eles diferem entre si, basicamente, quanto ao teor de ferro. As principais limitações ao seu uso agrícola referem-se à falta de água e à baixa fertilidade natural, sendo que essa última é mais inerente aos solos álicos (devido à toxidez, provocada pela presença de alumínio) e aos distróficos (devido à baixa retenção de bases).

Contudo, são solos em geral com excelentes propriedades físicas e que ocorrem, em grande parte, em relevo propício à mecanização. Quando devidamente adubados e corrigidos, apresentam grande potencialidade para produção de grãos. Em áreas com possibilidade de irrigação ou de precipitação mais elevada, podem ser trabalhados com culturas perenes.

 

Outro tipo de solo comum à região é o Latossolo Roxo. Ademais das características dos latossolos, esta última classe distingue-se por apresentar cores arroxeadas. São solos derivados de rochas básicas, com teores elevados de ferro, apresentando textura argilosa. Predominam os solos distróficos, que são intensamente cultivados, principalmente por sua maior capacidade de armazenamento de água (devido á textura argilosa) e por apresentarem teores relativamente altos de matéria orgânica até um metro de profundidade. Em geral, ocorrem em relevo propício à mecanização. A área foi originalmente ocupada pelos cerrados e campo cerrado. O cerrado mostra-se como uma vegetação aberta, constituída por árvores com alturas variáveis (podendo alcançar até 8 metros), relativamente espaçadas (com arbustos esparsos de 0,50 a 3,0 metros) e um tapete de gramíneas, mesclado de subarbustos e alguns arbustos baixos. Suas árvores e arbustos são geralmente tortuosos, apresentando a casca dos troncos bastante suberosa, fendilhada, com estrias e afins.

A maior parte dessas árvores e arbustos possuem folhas coriáceas ou se aproximam desse caráter pela consistência. As espécies de folhas com presença de pelos são freqüentes. As árvores típicas dos cerrados são: aroeira, araticum, pimenta-de-macaco, ipê-amarelo, pequi, marmelo, corticeira, angico, sucupira-preta, caviúna, faveiro, jatobá, ingá, vinhático, cagaita e pau-terra.

As manchas de campo cerrado, uma gradação do cerrado, estão quase sempre localizadas nos terrenos ondulados ou planos, nos dorsos, encostas e bordas de terrenos acidentados. As características não são relacionadas ao aspecto vegetal, mas à fisionomia da paisagem e manchas do solo. Trata-se quase sempre de áreas contendo pedras, cascalhos, folhelhos* e, ainda, algumas manchas com ausência de tais elementos, mas cujas superfícies são endurecidas e lavadas.